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OLHAR DE QUEM CORREU

Mais um papo de corrida: com Theo Moraes

Theo Moraes da Silva, de 30 anos, é designer e mora em Niterói-RJ. Em 2016 começou a experimentar corridas de montanha. Já havia feito dezenas de provas no asfalto, uma maratona inclusive. O corredor conta o que lhe atrai no trail run e como surgiu a ideia do Canal Papo de Corrida. Confira!

“Fui parar nas corridas de montanha em 2016, quando decidi junto com um amigo me inscrever na Etapa Sana do Campeonato Fluminense (foto). Ele não pôde ir. Fui sozinho experimentar toda aquela sensação nova. Muita expectativa pelo que viria pela frente. Foi simplesmente incrível, uma prova que me marcou bastante pelo visual e pelo esforço necessário para completar o desafio.

Já fiz todas as etapas do Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha, mas a que mais me marcou foi a desse ano em Ilha Grande. A chegada junto com meu amigo Fernando Pessoal foi sensacional. A galera estava toda lá na linha de chegada nos esperando e o locutor anunciou nossa chegada em grande estilo.

Desde que comecei a correr nas Montanhas sinto que ali é o meu lugar. Adoro fazer trilhas e correr. Juntei o útil ao agradável e saudável! As dificuldades são diversas, principalmente o terreno. Enfrentamos altimetrias variadas, ladeiras com pedras, barro, lama, atravessamos rios. É sempre um desafio incrível, o que torna muito gratificante a passagem na linha de chegada. É legal chegar e ser recebido por seus amigos e/ou receber seus amigos chegando e finalizando a prova.

Sonho um dia conseguir correr provas de trail no exterior, como Ultra Fiord e Ultra Trail du Mont Blanc, mas por enquanto, para este ano, o desafio é completar as etapas do Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha. Falta Petrópolis e Paraty. Estou em 3ºlugar na faixa etária e meu amigo Fernando Pessoa, também do Canal Papo de Corrida, está em 1º lugar.

Além dessas provas temos outras provas desafiadoras, por exemplo uma maratona em Búzios no final do ano. O ano de 2019 nos reserva muita coisa boa. Com o crescimento do canal Papo de Corrida, temos  conseguido parcerias incríveis em diversas provas. Temos o objetivo de fazer algumas provas fora do Estado do Rio e quem sabe no exterior também.

Acho muito bacana a repercussão do Canal Papo de Corrida. Vários atletas nos identificam e compram nossa camisa. Alguns passam por nós e ouvimos comentários: ‘Esse coelho está em todas as provas’, numa referência à logomarca do canal. As pessoas nos reconhecem nas provas e fora delas. É muito bom saber que estamos de certa forma ajudando as pessoas e incentivando amigos e familiares.”

Comments - What do you think?  Posted by Prudente - 06/08/2018 at 09:53

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Papo de Corrida: entrevistamos Fernando Pessoa

Você certamente já viu os vídeos do canal Papo de Corrida. Parceiros do Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha, Fernando, Theo e André já tinham uma relação com a natureza antes de decidirem cobrir, correndo, as provas de montanha. Conheça um pouquinho da história de cada um deles. Começamos com o professor de Geografia Fernando Amaro Pessoa, de 31 anos, morador de Niterói.

Quando e como começou a correr?

Comecei no início de 2016, porém sem muita regularidade e acompanhamento. Participei de apenas uma prova naquele ano, os 5K da Etapa Outono do Circuito das Estações. Nessa época alguns amigos começaram a correr e maior galera se inscreveu nessa prova… foi assim que comecei…

 

Que provas de asfalto te marcaram até hoje?

A Meia Maratona CAIXA do Rio, em junho de 2017. Nessa época eu já corria principalmente provas de montanha, mas usava o asfalto como teste para levar as distâncias para provas de trilha, o que faço ainda hoje. Não estava inscrito, mas cerca de duas semanas antes da prova abriu um lote extra e consegui participar… foi um grande desafio! Minha primeira meia maratona, num amanhecer espetacular da cidade do Rio de Janeiro! Sensações únicas que lembro perfeitamente.   

 

Como foi para as corridas de montanha?

Apesar da corrida, como esporte, ter aparecido somente em 2016, faço trilhas sistematicamente desde muito novo. Minha primeira trilha foi de bicicleta quando tinha ainda 12 anos de idade. De lá para cá não lembro de ter parado de fazer atividades em ambientes naturais e levar a corrida para as trilhas era uma questão de tempo. O fator decisivo foi ter marcado, em setembro de 2017, para fazer com alguns amigos a travessia Petrópolis-Teresópolis (Parque Nacional da Serra dos Órgãos) em um dia – são cerca de 30km com mais de 2.000m de ganho de elevação, o que me levou a começar a treinar um mês antes. O treino consistia num “cross training” duas vezes por semana em uma academia perto de casa, onde conheci vários corredores que me incentivaram bastante e hoje são verdadeiros amigos. Com o objetivo concluído, mantive os treinos e decidi participar das etapas do Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha em 2017, com a ideia de manter pelo menos uma prova por mês… os percursos propostos me deixavam muito instigados! A primeira foi em Maromba e desde então não parei mais… Em 2018, novamente em Maromba, fiz minha primeira participação no canal do Papo de Corrida e aí a coisa deslanchou de vez. Muitas pessoas foram importantes nesse processo.

 

Que etapas do Circuito Corridas de Montanha já fez?

Das etapas propostas para o Campeonato Fluminense só não participei de Paraty, que é um dos objetivos para o segundo semestre desse ano. Já corri em Maromba, Ilha Grande, Teresópolis, Sana, Petrópolis, Maricá e Lumiar.

 

Qual a mais marcante?

Sem dúvidas a mais marcante foi a etapa Ilha Grande em março de 2017, quando fiz minha primeira prova no percurso médio, 12km. Essa prova me mostrou muito bem o que aquilo significava… toda a logística envolvida – transporte, hospedagem, alimentação – e interação com a galera com total imersão naquele desafio, sem contar que Ilha Grande é um lugar muito especial para mim por inúmeros motivos. Fiz aquela prova quase toda praticamente sozinho, com trechos de floresta e praias que te jogam numa reflexão extremamente saudável. Voltei esse ano no percurso longo e volto quantas vezes eu puder.

 

Qual a sensação de correr nas montanhas?

Para mim a grande sensação é o bem estar proporcionado pelo maior contato com a natureza associado a superação de seus próprios limites, sejam físicos, psicológicos ou até mesmo emocionais. As montanhas nos proporcionam isso… Hoje, além de correr montanhas eu também as estudo a partir da abordagem da geodiversidade (variação das rochas, relevo, rios e solos), e levo meus alunos, amigos e familiares sempre que possível para atividades em trilhas por acreditar na possibilidade de promover maior conscientização ambiental associada a uma vida ativa e saudável!

 

Quais as dificuldades?

Vejo duas como principais. O treino, afinal manter uma rotina adequada de treinos é fundamente e difícil; e o planejamento necessário para participar desse tipo de prova, desde questões financeiras até de tempo disponível.

 

Mas no fim é recompensador?

Com certeza! Cada treino e cada prova nos trazem perspectivas positivas para a nossa vida… nosso cotidiano! Isso é muito recompensador!

 

Sonha em fazer alguma prova específica?

As provas que ocorrem nas chapadas chamam muito minha atenção! Assim que for possível quero participar das etapas da Chapada dos Veadeiros e da Chapada Diamantina.

 

Quais os planos para o restante deste ano e 2019?

Para esse ano o plano é participar das etapas restantes do Campeonato Fluminense: Maricá, Petrópolis e Paraty. Assim, participarei de todas e se tudo der certo ainda mantenho a 1ª colocação na minha faixa etária.

Além disso, agora em junho acabei de fazer minha primeira maratona, a do Rio, e a ideia é levar essa distância para as trilhas.. A prova escolhida foi a XC RUN Búzios, que será realizada em outubro desse ano. Para o ano de 2019 o planejamento envolve o acompanhamento novamente de todas as etapas do Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha e também a participação em alguma ultramaratona. Vamos ver no que vai dar!

 

E o Papo de Corrida, qual a repercussão dele?

O Papo de Corrida tem tido uma repercussão muito positiva, principalmente em provas de montanha, as quais possuem os vídeos com maior visualização e interação. A participação no canal também tem possibilitado um avanço muito positivo nos treinos a partir daquela famosa perspectiva de que “ninguém faz nada sozinho”. O projeto está crescendo bastante e a ideia é gerar um conteúdo de qualidade, seja para a galera que já corre como para aqueles que pretendem começar a correr provas de montanha ou asfalto.

 

As pessoas te reconhecem nas provas? 

Isso é bem legal! Na verdade acho que não temos a menor ideia da repercussão do conteúdo que geramos… mas já somos reconhecidos nas provas! Não só a gente… mas é comum ouvir falarem sobre o “tal do coelhinho” que está em tudo quanto é prova, rs! E é isso, vamos que vamos, porque o caminho está bacana e o que importa é o percurso!!!!!

Comments - What do you think?  Posted by Prudente - 02/07/2018 at 18:21

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Drica e as montanhas: amor à primeira vista

A dona de casa Adriana Rosa, de 44 anos, mora em Rio Bonito-RJ e corre há cerca de 10 anos. O objetivo sempre ter uma boa qualidade de vida. Até que há três anos sua percepção sobre a corrida começou a mudar. Na mesma proporção em que a corrida mudou sua vida. Hoje, Drica, como é conhecida entre os amigos corredores coleciona pódios e está cada dia mais envolvida com o esporte. Confira!

“Corro há mais de dez anos. Comecei para ter uma qualidade de vida melhor e com o tempo eu fui me apaixonando. Mas há mais ou menos três anos eu conheci Anderson Barreto, que me convidou para participar de um treino de corrida com o grupo de corredores Amigo da Onça, de de Rio Bonito. Nunca havia treinado com outras pessoas. Sempre corri sozinha. Aí tudo mudou!

Aquela dona de casa que as pessoas olhavam, julgavam e pensavam ‘ela precisa fazer dieta, tá muito gorda para correr, é troncuda etc…’ começou a se transformar. Até hoje há pessoas que falam isso e eu sei que eu não tenho perfil de corredora, mas tenho Deus e com ele eu posso tudo. Até ser uma corredora de montanhas, que hoje é minha grande paixão. Eu corro rezando um terço. Mesmo nos treinos eu corro rezando. Só mesmo Deus para transformar uma dona de casa gorda e troncuda em uma corredora vitoriosa.

No fim daquele treino eles perceberam que eu corria bem. Mas para falar a verdade nem eu sabia… E  com o grupo surgiu a oportunidade de correr nas montanhas, já que minha cidade é cercada por elas. Foi amor à primeira vista.

Depois de uns seis meses treinando com esse grupo eu tive coragem eu tive coragem de me inscrever em uma corrida de rua. Para minha surpresa eu venci e isso me deu mais força para continuar correndo. No ano passado foram 15 pódios seguidos, dois em corridas de montanha.

Aí, este ano recebi um convite do amigo Leonardo Torres para correr o Campeonato Carioca de Corridas de Montanha e com a ajuda do meu irmão Flaviano Marins consegui ir a etapa de Teresópolis para o percurso longo. Tenho uma gratidão enorme por ele ter me proporcionado a chance de ser campeã pela primeira vez. Foi uma sensação maravilhosa ver meus amigos me esperando na chegada e ganhar um abraço do Flaviano. Ele gritava ‘eu sabia, Drica, eu sabia. Campeã!’ Não tenho palavras para descrever tamanha emoção. Eu não tenho foto desse abraço, mas está no vídeo oficial da prova, feito pela organização.

Aí eu tive outra oportunidade, a de correr em Lumiar. E para minha surpresa fui campeã novamente. Mais uma vez quem estava lá? Meu amigo e irmão Flaviano Marins. Ele ficou uns 500 metros antes da chegada para me gritar ‘Drica, você é a primeira. Drica, você é campeã!’ Eu não esperava mesmo. Só Deus!

Correr nas montanhas é muito especial. Me sinto mais perto de Deus e tenho a oportunidade de ver as paisagens, de fazer amizades, de ser ajudada e ajudar as pessoas no percurso. Numa corrida de rua isso não acontece. Sem contar o ar puro da montanha. Eu gostaria de fazer todas as etapas, mas ainda não dá. Mas Deus sabe de todas as coisas e só tenho que agradecer.

Nos vemos em Maricá. Estarei lá com o amigo e irmão Flaviano Marins!”

Comments - What do you think?  Posted by Prudente - at 08:33

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‘Cada dia de corrida na montanha é uma sensação de vida renovada e de dever cumprido’

Nascido em Rio Bonito-RJ, o técnico em contabilidade Flaviano Quintanilha de Marins, 46 anos, é daqueles que nasceram para correr. Mas ele só se deu conta disso em 2016, quando começou a dar umas caminhadas. Em 2017 resolveu experimentar algumas corridas de rua de 5 e 10K. Subiu no pódio nove vezes e não parou mais. Nem de correr, nem de subir no pódio… Confira!

“Dei a minha primeira caminhada em agosto de 2016, já nas montanhas. Mas correr mesmo comecei na rua. Tive nove pódios em provas de 5 e 10K em 2017. Um dia, minha amiga Drica Rosa me convidou para fazer uma caminhada com o pessoal do ‘Treinão de Rio Bonito’ e quando já estávamos com uns 2km de caminhada ela sugeriu que fôssemos trotando. Eu disse que não aguentaria, ela insistiu e logo eu estava no topo das montanhas de Rio Bonito.

Eu já ‘morto’, não me aguentando e ela me motivando. De repente ela me fala que tínhamos uns 4 km de descida. Eu disse a ela que lembraria minha infância, descendo o morro da minha casa, pegando tiziu e brincando. Olhei o pessoal descendo e encarei. E fiz 14km logo no meu primeiro dia de corrida na montanha.

Descobri que me encontro e me aproximo das corridas quando estou correndo e respirando nas montanhas.  Correr na montanha é tudo para um corredor. Não precisa de nada mais, só terminar o treino com aquelas vistas maravilhosas, cachoeiras, frutas e com muita água. É tudo o que preciso para me manter motivado.

Em janeiro deste ano fiz minha prova de fato mas montanhas. A Etapa Teresópolis do Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha. Fui o 11º geral e 2º na faixa etária no percurso curto. Depois fiz a Etapa Lumiar, em que fui o 5º geral e o 1º na faixa etária. Acho que o sonho de um corredor é chegar entre os três primeiros colocados no geral e dessa vez bati na trave. Cada prova é um aprendizado e cada prova me torna mais forte. O importante são as novas amizades que faço e guardo no coração.

Tenho me esforçado muito e treinado muito com meus amigos, que são mais experientes. E não é nada fácil ser um corredor de montanha. Me dedico muito na academia, nos treinos específicos de corrida e na alimentação. Assim, meu desempenho está cada vez melhor.

Nesses dois anos de corrida minha vida mudou radicalmente. Imagina um cara que acordava as 5 horas da manhã para pescar e agora acorda para correr. Nessa mudança tive que unir forças, respeito, coragem, disciplina.

A recompensa é enorme. Lembro que depois na semana da em Teresópolis fiquei uns dias sem dormir direito e esperando o grande dia. Ainda não havia corrido oficialmente uma prova de montanha. E com ajuda dos amigos pude levar para casa meu primeiro troféu de Corridas de Montanhas.

A cada dia de corrida na montanha é uma sensação de vida renovada e de dever cumprido!”

 

 

Comments - What do you think?  Posted by Prudente - 26/06/2018 at 09:23

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‘É uma sensação de liberdade!’

A jornalista Gisely Machado, de 32 anos, mora em Goiânia e fez na Chapada dos Veadeiros sua primeira corrida de montanha. Viveu a experiência junto com o marido Breno Machado. Ambos ficaram em terceiro lugar em suas respectivas faixas etárias. Gostaram tanto que já fazem planos para as outras etapas da Copa Centro-Oeste. Confira!

“Comecei a correr em setembro de 2016. Corria no asfalto e sempre tive muita vontade e curiosidade de participar de alguma corrida de montanha, mas só agora que me senti realmente preparada em fazê-la. A etapa Chapada dos Veadeiros foi a minha primeira corrida de montanha.

É uma sensação de liberdade! Com certeza estar no meio da natureza faz toda a diferença, a vibe é outra e é pura energia! Foi um desafio a mais para mim. Por nunca ter corrido em montanhas, estava mega ansiosa.

Corremos o percurso médio, de 14K e as dificuldades foram as várias pedras no caminho e as trilhas estreitas que dificultavam uma corrida contínua. Mas são essas dificuldades que me movem, que me fazem querer sempre mais!      

No dia da prova, o clima estava perfeito. Tinha chovido na noite anterior, então a umidade estava lá no alto, o contribuiu para um bom desempenho durante a prova. O cenário é lindo… Poder fazer o que amo e ainda mais no meio na natureza é incrível! Presente de Deus mesmo.

Temos que parabenizar a organização. Todos muitos atenciosos. Com certeza iremos participar das próximas etapas, inclusive já temos planos para participar de outras etapas fora de Goiás!”

 

Comments - What do you think?  Posted by Prudente - 23/05/2018 at 07:12

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Rui Rodrigues: de goleiro nas peladas para a ponta do ranking na faixa etária

Durante anos, o empresário Rui Rodrigues, de 64 anos, manteve a forma e sua boa qualidade de vida atuando como goleiro na pelada com os amigos. Até que, há uns cinco anos, em um de suas arrojadas defesas lesionou o ombro. Começava ali mais uma das tantas histórias que só a corrida pode proporcionar.

Depois de cinco anos de corridas de rua, Rui decidiu, em janeiro deste ano, se aventurar nas corridas de montanha e se inscreveu na etapa Maromba, na abertura do Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha. Então…

“Comecei a correr tem uns 5 anos, após me lesionar no ombro, que me impedia de jogar futebol, pois eu era goleiro. Vinha fazendo só corridas de rua, na distância de 5K. Por curiosidade decidi fazer corridas de montanha. Falavam muito bem delas, que depois que se experimentamos não largamos mais.

Então…. Me inscrevi com a minha namorada para a Etapa de Maromba sem saber o que me aguardava. Mas só de saber que estaria diretamente em contato com a natureza, eu criava muita expectativa. Fomos para a corrida com a cara e a coragem. Sem hidratação correta ou tênis adequados. Depois de três quedas no rio, com muita garra conseguimos terminar juntos. Para nossa surpresa ficamos em primeiro nas nossas faixas etárias.

Com isso, ganhamos fôlego para a segunda etapa de Teresópolis. Foi muito selvagem e desgastante. Nos inscrevemos para os 8K do percurso curto, mas acabamos correndo 12,5K para problemas nas trilhas, que obrigaram a mudança do percurso. Conseguimos terminar, com a Mirian em primeiro e eu em segundo na nossa faixa etária. Com esses resultados, passamos a ocupar os primeiros lugares no Ranking do Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha para a nossa faixa etária.

Veio a terceira etapa da Ilha Grande. Fui preocupado, pois não tinha me vacinado contra a febre amarela. Já começamos com a adrenalina lá em cima. Até o meio da corrida de 6K, eu e a Mirian vínhamos juntos e bem classificados. Ambos em primeiro na faixa etária. Após um descuido para me hidratar, a Mirian conseguiu colocar uns 20 metros na minha frente. Aí é que começou o meu drama. Ela se distanciou numa parte da corrida que era em descida. Perdemos o contato um com o outro. Na tentativa de tentar alcançá-la, errei uma transição na trilha e acabei indo no caminho errado.

Aí começou o meu desespero. A trilha terminou e tentei por três vezes voltar para a trilha certa cortando o caminho morro acima. Foi o meu erro. Já não tinha mais forças, então decidi ir para a praia, pois achava que seria melhor e mais tranquilo. Quando cheguei na água só via pedras e o portal da corrida a uns dois quilômetros de distância. Decidi ir pelo mar, nadando e andando pelas pedras até encontrar a trilha principal. Depois de mais de quarenta minutos, consegui terminar a prova em terceiro lugar. Foi um alívio. A falta de experiência nesse tipo de corrida ocasionou tudo isso. Mas aprendi uma grande lição: ao se perder numa corrida de montanha, retorne pelo mesmo caminho até encontrar a trilha certa. Nunca tente seguir achando que vai encontrar de novo a trilha.

Na próxima etapa, em Lumiar, serei mais cauteloso nas minhas decisões. Já me disseram que aprova será muito dura. Mas estou me preparando e espero retornar ao primeiro lugar do ranking”.

Comments - What do you think?  Posted by Prudente - 13/05/2018 at 16:13

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Clã Ancestral nas montanhas de Monteiro Lobato

Bruno Mascella Rodrigues, 29 anos, é fisioterapeuta e mora em Passa Quatro, interior de Minas Gerais. Estudioso, praticante e instrutor da ‘Corrida Ancestral’, Bruno aproveitou a etapa de Monteiro Lobato da Copa Paulista de Corridas de Montanha para correr com os amigos do Clã Ancestral. Confira!

“Conheci a corrida de montanha faz pouco mais de um ano, quando tive contato pela primeira vez na Serra Fina em Passa Quatro – MG, mas não por prova e sim por passeio e curtição. Eu e minha noiva gostamos tanto que já estávamos com planos de mudar de São Paulo e decidimos morar próximos as montanhas, principalmente por nossa paixão pela prática.

Monteiro Lobato foi minha primeira etapa na Copa Paulista. Gostei muito! Realmente eles levam a sério o que é corrida de montanha, com trechos muito técnicos, trilha e muita subida.

Minha relação com a corrida vai além da prática em si. Estudo a corrida humana já faz quatro anos. Desde de lá tenho me engajado em entender e praticar uma corrida mais minimalista e as relações dela com nossa saúde física, mental e social. Treino somente três vezes por semana. Eu e meu treinador, Vitor Carrara, acreditamos que devemos trabalhar mais a base que sustenta a corrida, com muita movimentação natural, caminhadas, brincadeiras e outros tipos de atividade. Isso garante que a corrida de longa distância se torne somente mais um repertório bem sucedido da nossa espécie, ficando mais fácil correr em meio à natureza e nas montanhas.

A prova em Monteiro Lobato foi desafiadora e teve um visual incrível depois que subimos os dois maiores picos no percurso de 21K. Também tive a oportunidade de correr ao lado de amigos que vivem e praticam a Corrida Ancestral. Um prazer também poder competir com a molecada e o pessoal local.”

Comments - What do you think?  Posted by Prudente - 06/05/2018 at 10:17

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A alma da montanha do alto do pódio

Profissional de Educação Física, Fernando de Oliveira Paes é adepto da corrida natural – ou corrida ancestral – há cerca de dois anos. Em 2017 fez um curso com Vitor Carrara e Bruno Mascella, duas referências no esporte.

Aos 38 anos, Fernando contou ao Corridas de Montanha um pouquinho de sua história e falou sobre a vitória no percurso longo da Etapa Monteiro Lobato da Copa Paulista de Corridas de Montanha.

“Em 2013 estava lendo uma revista de corrida onde havia uma matéria sobre corrida de montanha. Me interessei e fiz minha primeira inscrição na prova de 10K do Desafio Serras Verdes, em Sapucaí Mirim-MG.  A partir dali não sai mais da montanha.

Monteiro Lobato foi a primeira prova do circuito Corridas de Montanha que eu fiz. Apesar de já conhecer e ter boas referências sobre a organização, eu não conseguia ter disponibilidade devido ao meu trabalho, desta vez por intermédio do Vitor Carrara consegui fazer a prova.

O Clã Ancestral

Achei-a muito desafiadora, mesclando percursos técnicos e de resistência com um ótimo acúmulo de altimetria. Tudo o que um montanheiro de alma adora, exigindo um bom preparo por parte do atleta. Sem contar visual da prova, maravilhoso. E, claro, não posso deixar de falar da organização que foi muito boa, simples e competente.

As provas de montanha muito mais que uma competição. É um aprendizado, no qual você passa a respeitar muito mais a natureza e com certeza passa também a conhecer muito mais os limites do seu corpo.

Correr nas montanhas nos dá sensação de liberdade e de paz em harmonia com a natureza. E se tem uma coisa que aprendi com a montanha, foi respeitá-la.

Posso dizer que após migrar minhas corridas para a montanha, melhorei em todos os aspectos emocionais e físicos. Me sinto mais realizado. Com muito mais ânimo para continuar correndo e participando de provas. Aqui em São Paulo realizo minhas corridas no Pico do Jaraguá, um paraíso em meio a selva de pedra. Hoje consigo alinhar bem os dias de corrida com minha vida familiar.”

 

 

 

Comments - What do you think?  Posted by Prudente - 02/05/2018 at 08:07

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‘Espero correr estas provas nos próximos anos’

A  médica psiquiatra Maria Rosana Fernandes, de 54 anos, tem uma forte relação com as montanhas. Moradora de Alfenas-MG, Maria Rosana nasceu em Senador José Bento, cidadezinha encravada nas montanhas do sul de Minas Gerais.  Pratica corrida há cinco anos, quatro deles dedicados às corridas de montanha.

“Acho que já fiz mais de 20 etapas da Copa Paulista, sempre no percurso curto. Correr por essas paisagens exuberantes traz um bem estar inexplicável.  Só quem passa por essas trilhas sabe dizer sobre esse sentimento gerado por esse contato puro e desafiador com a natureza”, diz a médica corredora, que no último domingo (29/04) participou da Etapa Monteiro Lobato.

A médica-corredora conta que os treinos no dia-dia são nas belas estradas rurais de Senador José Bento. Corridas que transformam seus dias e as deixam em condições de encarar percursos como o de Monteiro Lobato.

“São estradas rurais que permitam treinos bem técnicos. E a cada treino fico com a plena sensação de bem estar

Monteiro Lobato

físico e mental. Me sinto revigorada e com potência para enfrentar os desafios do dia-a-dia . Eu diria que o exercício físico me dá conforto. Me deixou também pronta para esta etapa, com trilhas maravilhosas, pesadas, com excelente subida e descida desafiadora. Uma prova selvagem do jeito que corredor de montanha gosta , “selvagem” , do jeito que corredor de montanha gosta”.

Maria Rosana revela que a corrida impactou sua vida de várias formas. Uma delas foi no próprio exercício físico. Até mesmo outras modalidades esportivas.

“A corrida melhorou muito a minha relação com a atividade física. Antes, ir para qualquer treino era uma luta para vencer a preguiça. Agora é um divertimento, uma distração. Hoje, acordar cedo para correr, para caminhar ou andar de bike é um prazer. Espero correr estas provas nos próximos anos”, afirma a corredora, que guarda um sentimento especial pela Etapa Pedra Grande de Atibaia.

“Atibaia é a etapa mais linda. Muito desafiadora. Quando chegamos naquele ponto (da foto), é uma sensação inebriante de alegria e superação. E a paisagem ali é selvagem, impactante. Parece que estamos no topo do mundo . Se não fosse a corrida poderia ficar lá o dia todo . Eu sempre recomendo essa etapa para os amigos”, completa.

Comments - What do you think?  Posted by Prudente - 30/04/2018 at 22:12

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‘Foi ótimo termos encontrado o Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha’

Casados há 13 anos, José Carlos Jorge e Consuelo Freiria Jorge são figuras conhecidas nas etapas do campeonato Fluminense. Este ano marcaram presença em todas elas. Moram no Rio de Janeiro, tem três filhos e trabalham com tecnologia da informação no Ministério da Saúde. José Carlos, 57 anos, sempre foi adepto da corrida. Começou jovem e no asfalto chegou a correr algumas maratonas.

“Acabei deixando a corrida de lado por conta da vida atribulada entre família, estudo e trabalho. Só retornei firme realmente há quatro anos, quando comecei a treinar com a assessoria CamelBak Outdoor Sports, incentivado por minha irmã, Cristiane Jorge, uma fera das corridas”, conta Jorge.

Consuelo, 52 anos, sempre fui mais avessa às corridas, mas acabou sendo convencida a correr pelo marido. Começou a treinar para corridas de rua no fim de 2015.

“Mas logo me apaixonei pelas corridas de montanha”, garante a corredora.

Com assessoria voltada para as corridas de montanha, Jorge e Consuelo focam os seus treinos na modalidade. Uma vez por semana sobem a Vista Chinesa, na zona sul do Rio. Um lugar muito procurado por corredores e ciclistas para treinos de subida.

“Aos sábados sempre há treino em alguma trilha nos parques do Rio. Parque Lage, Floresta da Tijuca e outros. O contato com as trilhas nas montanhas é desafiador, principalmente por conta das subidas mais íngremes, mas é muito compensador. Aos poucos foi nos cativando, proporcionando grandes momentos. Foi uma conquista para os dois”, conta Jorge.

Em Maromba

Este ano, os dois decidiram correr as etapas do Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha. A proximidade de casa, o calendário definido e a credibilidade da competição pesaram na hora de decidir.

“Há algum tempo vínhamos procurando participar de corridas por perto, de maneira que não ficássemos muito tempo longe. Foi ótimo ter encontrado o Campeonato Fluminense. O calendário definido para o ano todo permitiu o nosso planejamento antecipado. Foi bom saber, também, que o trabalho já acontece há alguns anos”, diz o corredor.

Até aqui foram três etapas. Para Consuelo, cada uma delas teve o seu desafio e uma característica marcante. Para ela, é difícil apontar uma que se destaque mais.

“Difícil escolher. Uma tem sido melhor que a outra. Podemos destacar as travessias dos rios gelados em Maromba, o desafio do curto de 8K, que virou 12,5K no Parque Natural Municipal de Montanhas de Teresópolis e as belezas naturais da aventura de Araçatiba”, conta a corredora, que já planeja as próximas etapas.

O casal criou o hábito de treinar junto, mas Jorge lembra que um respeita o planejamento específico do outro. Nem sempre é lado a lado, mas ele reconhece que o esporte contribui para a relação do casal e traz novas amizades.

“Às vezes, um está fazendo um intervalado e o outro um longão.  Escolhemos distâncias diferentes nas provas, mas é

Maromba

recompensador nos encontrarmos na chegada, com a satisfação de termos conquistado mais outro desafio. Aumenta a nossa cumplicidade, nosso companheirismo, nossa satisfação e orgulho com a vitória do parceiro. O mais importante é que encaramos a corrida como uma forma de melhorarmos nossa qualidade de vida, cuidando da nossa saúde e bem-estar. Outro aspecto a considerar é o fato de a corrida nos proporcionar a oportunidade de adquirirmos novas amizades, o que sempre é bem-vindo”, festeja o corredor.

Jorge lembra que ao escolherem percursos diferentes o casal acaba sofrendo um pouco mais durante as provas. A preocupação e o cuidado com o outro acabam desconcentrando um e outro. Mas encara a situação com bom humor.

“Um dá força para o outro. Mas, como fazemos sempre percursos distintos, às vezes a preocupação com o desempenho do outro acaba desconcentrando… A cada dificuldade a mais que encontramos pela frente, mais aumenta a preocupação com o outro, que pode estar enfrentando obstáculos ainda piores. Aí, temos que rir, para não chorar”, brinca o corredor.

Ilha Grande

Jorge e Consuelo treinam e já planejam a ida para a etapa Lumiar, em 27 de maio. Não sem deixar de lembrar e curtir a aventura na Ilha Grande e o banho de mar na praia de Araçatiba.

“A prova foi maravilhosa, com paisagens deslumbrantes. Também desafiadora, com muitos trechos técnicos. A organização foi impecável. E o melhor de tudo foi o banho de mar na chegada… Tem sido muito bom poder participar das etapas. Deu para constatar que o trabalho é bem feito e bastante organizado, principalmente se considerarmos que são quatro campeonatos concomitantes (ufa!) Esperamos que a organização continue nos surpreendendo positivamente nas próximas etapas!”, diz o casal.

Comments - What do you think?  Posted by Prudente - 29/04/2018 at 07:23

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