Adalto Romualdo: entre a dança e as corridas de montanha

O engenheiro eletricista Adalto Romualdo, 38 anos, começou a correr em 2011, incentivado pelo grupo de corrida da empresa em que trabalhava em São Paulo. O objetivo era fazer uma prova de revezamento. Começou e não parou mais.

Nas montanhas a primeira experiência foi em Paranapiacaba, numa etapa da Copa Paulista de Corridas de Montanha. Adalto conta que achou a experiência fantástica. Conversamos com ele sobre sua evolução depois de uma lesão, sobre as montanhas e sobre a expectativa para 2018.

Como foi sua evolução nas corridas de montanha?

Em 2012 eu me lesionei e deixei de correr. Fiquei praticando só a dança. Em 2015, fora de forma, resolvi voltar a correr. Lembrei de meus tropeços no passado e comecei a fazer diferente. Aprendi que correr não é simplesmente colocar um tênis no pé e achar que está tudo certo. É muito mais que isso. Exige técnica, trabalho de fortalecimento, boa alimentação, descanso e treino. Tudo isso é difícil adquirir sem orientação de pessoas experientes. Em 2016 conheci através de amigos a unidade da run base da Adidas, onde faço atividades físicas voltadas à corrida, assisto palestras e troco experiências com outros corredores. Em uma das provas de montanha fiz amizade com um corredor que me falou do mestre Heroi Fung, que dedica seu tempo orientando atletas amadores e profissionais. Treinar com ele tem acelerado o meu desenvolvimento.

 

Como foi sua participação na Copa Paulista de Corridas de Montanha em 2017?

Comparei meu tempo nas provas de 2016 com as de 2017. Melhorei bem, mas sempre há o que se melhorar. Uma prova de montanha exige muita técnica, resistência e força. Adquirindo isso com o tempo, trocando experiências e fazendo testes. Devemos conhecer nossos limites e nunca colocar a nossa segurança em risco. Conheço corredores que são malucos e fazem coisas que a priori eu não faria. Prefiro levar um tempo a mais em alguns trechos do que ganhar um tombo, uma torção ou seja lá o que for. Então temos que conhecer nossos limites e respeitar isso. Segurança em primeiro lugar sempre.

 

Pode falar sobre as provas que você fez? Alguma etapa em especial?

Todas as provas têm o seu encanto. A que mais chama atenção é o desafio final em Campos do Jordão, que une os corredores das copas Paulista, Fluminense e do Centro Oeste. Mas o circuito todo em que corremos possui muitos desafios, além da beleza dos percursos.

 

Como correr em cenários belíssimos e sempre se desafiando afeta de forma positiva sua vida pessoal e profissional? Que importância as corridas de montanha têm em sua vida atualmente?

Adoro explorar e conhecer lugares diferentes. Este ano mesmo conheci alguns lugares que acredito que nunca iria conhecer se não fossem por essas provas que participo. O próprio exercício da corrida já me proporciona uma limpeza mental incrível. O fato de também se deslocar para um ambiente diferente do meu habitual também ajuda a me desligar um pouco dos problemas do dia-a-dia.

 

O que espera do circuito em 2018?

Em 2018 quero continuar na Copa Paulista passando para categoria ‘longo’. Quero também fazer minha primeira maratona de montanha e assim aos poucos ir explorando novos lugares e novos desafios.

 

É algo que você recomenda a quem gosta de corridas de montanha?

Quem gosta de correr e ainda não se aventurou nas montanhas não pode perder mais tempo. Encontramos todo tipo de atleta nessas provas. Os que buscam melhorar seu tempo, os que não se preocupam com o tempo e correm pelo prazer do esporte e os que nem de correr gostam tanto e preferem fazer suas caminhadas e tirar algumas fotos em meio a natureza. A corrida é contra você mesmo e o desafio e a meta são individuais. Fazemos muitas amizades bacanas durante o campeonato e a cada prova é um encontro em que trocamos novidades e experiências antes e depois da prova.