‘Cada dia de corrida na montanha é uma sensação de vida renovada e de dever cumprido’

Nascido em Rio Bonito-RJ, o técnico em contabilidade Flaviano Quintanilha de Marins, 46 anos, é daqueles que nasceram para correr. Mas ele só se deu conta disso em 2016, quando começou a dar umas caminhadas. Em 2017 resolveu experimentar algumas corridas de rua de 5 e 10K. Subiu no pódio nove vezes e não parou mais. Nem de correr, nem de subir no pódio… Confira!

“Dei a minha primeira caminhada em agosto de 2016, já nas montanhas. Mas correr mesmo comecei na rua. Tive nove pódios em provas de 5 e 10K em 2017. Um dia, minha amiga Drica Rosa me convidou para fazer uma caminhada com o pessoal do ‘Treinão de Rio Bonito’ e quando já estávamos com uns 2km de caminhada ela sugeriu que fôssemos trotando. Eu disse que não aguentaria, ela insistiu e logo eu estava no topo das montanhas de Rio Bonito.

Eu já ‘morto’, não me aguentando e ela me motivando. De repente ela me fala que tínhamos uns 4 km de descida. Eu disse a ela que lembraria minha infância, descendo o morro da minha casa, pegando tiziu e brincando. Olhei o pessoal descendo e encarei. E fiz 14km logo no meu primeiro dia de corrida na montanha.

Descobri que me encontro e me aproximo das corridas quando estou correndo e respirando nas montanhas.  Correr na montanha é tudo para um corredor. Não precisa de nada mais, só terminar o treino com aquelas vistas maravilhosas, cachoeiras, frutas e com muita água. É tudo o que preciso para me manter motivado.

Em janeiro deste ano fiz minha prova de fato mas montanhas. A Etapa Teresópolis do Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha. Fui o 11º geral e 2º na faixa etária no percurso curto. Depois fiz a Etapa Lumiar, em que fui o 5º geral e o 1º na faixa etária. Acho que o sonho de um corredor é chegar entre os três primeiros colocados no geral e dessa vez bati na trave. Cada prova é um aprendizado e cada prova me torna mais forte. O importante são as novas amizades que faço e guardo no coração.

Tenho me esforçado muito e treinado muito com meus amigos, que são mais experientes. E não é nada fácil ser um corredor de montanha. Me dedico muito na academia, nos treinos específicos de corrida e na alimentação. Assim, meu desempenho está cada vez melhor.

Nesses dois anos de corrida minha vida mudou radicalmente. Imagina um cara que acordava as 5 horas da manhã para pescar e agora acorda para correr. Nessa mudança tive que unir forças, respeito, coragem, disciplina.

A recompensa é enorme. Lembro que depois na semana da em Teresópolis fiquei uns dias sem dormir direito e esperando o grande dia. Ainda não havia corrido oficialmente uma prova de montanha. E com ajuda dos amigos pude levar para casa meu primeiro troféu de Corridas de Montanhas.

A cada dia de corrida na montanha é uma sensação de vida renovada e de dever cumprido!”