Drica e as montanhas: amor à primeira vista

A dona de casa Adriana Rosa, de 44 anos, mora em Rio Bonito-RJ e corre há cerca de 10 anos. O objetivo sempre ter uma boa qualidade de vida. Até que há três anos sua percepção sobre a corrida começou a mudar. Na mesma proporção em que a corrida mudou sua vida. Hoje, Drica, como é conhecida entre os amigos corredores coleciona pódios e está cada dia mais envolvida com o esporte. Confira!

“Corro há mais de dez anos. Comecei para ter uma qualidade de vida melhor e com o tempo eu fui me apaixonando. Mas há mais ou menos três anos eu conheci Anderson Barreto, que me convidou para participar de um treino de corrida com o grupo de corredores Amigo da Onça, de de Rio Bonito. Nunca havia treinado com outras pessoas. Sempre corri sozinha. Aí tudo mudou!

Aquela dona de casa que as pessoas olhavam, julgavam e pensavam ‘ela precisa fazer dieta, tá muito gorda para correr, é troncuda etc…’ começou a se transformar. Até hoje há pessoas que falam isso e eu sei que eu não tenho perfil de corredora, mas tenho Deus e com ele eu posso tudo. Até ser uma corredora de montanhas, que hoje é minha grande paixão. Eu corro rezando um terço. Mesmo nos treinos eu corro rezando. Só mesmo Deus para transformar uma dona de casa gorda e troncuda em uma corredora vitoriosa.

No fim daquele treino eles perceberam que eu corria bem. Mas para falar a verdade nem eu sabia… E  com o grupo surgiu a oportunidade de correr nas montanhas, já que minha cidade é cercada por elas. Foi amor à primeira vista.

Depois de uns seis meses treinando com esse grupo eu tive coragem eu tive coragem de me inscrever em uma corrida de rua. Para minha surpresa eu venci e isso me deu mais força para continuar correndo. No ano passado foram 15 pódios seguidos, dois em corridas de montanha.

Aí, este ano recebi um convite do amigo Leonardo Torres para correr o Campeonato Carioca de Corridas de Montanha e com a ajuda do meu irmão Flaviano Marins consegui ir a etapa de Teresópolis para o percurso longo. Tenho uma gratidão enorme por ele ter me proporcionado a chance de ser campeã pela primeira vez. Foi uma sensação maravilhosa ver meus amigos me esperando na chegada e ganhar um abraço do Flaviano. Ele gritava ‘eu sabia, Drica, eu sabia. Campeã!’ Não tenho palavras para descrever tamanha emoção. Eu não tenho foto desse abraço, mas está no vídeo oficial da prova, feito pela organização.

Aí eu tive outra oportunidade, a de correr em Lumiar. E para minha surpresa fui campeã novamente. Mais uma vez quem estava lá? Meu amigo e irmão Flaviano Marins. Ele ficou uns 500 metros antes da chegada para me gritar ‘Drica, você é a primeira. Drica, você é campeã!’ Eu não esperava mesmo. Só Deus!

Correr nas montanhas é muito especial. Me sinto mais perto de Deus e tenho a oportunidade de ver as paisagens, de fazer amizades, de ser ajudada e ajudar as pessoas no percurso. Numa corrida de rua isso não acontece. Sem contar o ar puro da montanha. Eu gostaria de fazer todas as etapas, mas ainda não dá. Mas Deus sabe de todas as coisas e só tenho que agradecer.

Nos vemos em Maricá. Estarei lá com o amigo e irmão Flaviano Marins!”