Pai e filho de Nova Friburgo se aventuram juntos nas corridas de montanha

O estudante Felipe Gouvea, de 16 anos, e o pai Alexandre Gouvea, de 46, moram em São Pedro da Serra, belíssimo distrito de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio. O futebol sempre fez com que o esporte fosse umas das formas de manter próximos pai e filho. O tempo passou e ambos descobriram as corridas. Hoje treinam juntos na Agille Consultoria Esportiva, também de Nova Friburgo, e correm provas no estado do Rio. A Etapa Teresópolis do Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha foi a primeira prova da modalidade de Felipe.
“Antes da corrida eu já praticava futebol. É um esporte que sempre fui muito próximo e tive uma grande influência do meu pai. Aliás ele sempre me ajudou a me ,manter bem fisicamente. Comecei a correr depois que fiquei um tempo longe do futebol e acabei tendo uma crise de ansiedade. A corrida vem me ajudando a superar tudo isso”, conta Felipe.
O pai, Alexandre,sempre praticou esportes. Jogava futebol e dava suas corridas para melhorar o condicionamento. Com os treinamentos espera em pouco tempo fazer também sua primeira corrida de montanha
“Meu sonho era ser jogador de futebol. A corrida com o Felipe surgiu num dia em que ele não estava muito bem. Fizemos uma caminhada e foi… até começar os treinamentos com a Agille. Sensacional! Estou me preparando e não vejo a hora de também correr nas montanhas. Acompanhei o Felipe na Etapa Teresópolis, e é tudo que queremos no momento”, garante Alexandre.
São Pedro da Serra é um dos muitos lugares que favorecem a corrida em trilhas e de montanha. Felipe e Alexandre procuram explorar os diversos percursos da região e sempre que possível saem juntos para treinar.
    “Quando possível procuramos treinar juntos como uma forma de incentivar um ao outro. Ao termos a companhia um do outro durante os treinos e provas, aumentamos a confiança e a intimidade, que já é grande. Ele também é uma grande inspiração”, conta Felipe.
Alexandre faz coro com o filho e festeja a possibilidade de fazer parte desse momento na vida de Felipe.
“Sempre fomos muito próximos, companheiros. Poder treinar e correr com ele é uma sensação maravilhosa. Não tem explicação. Principalmente poder fazer parte desse momento na vida dele. Sem palavras! E poder fazer isso nas montanhas, em, meio à natureza, representa liberdade, vitória, amizades e principalmente a chance de ver que qualquer obstáculo na vida pode ser superado”, diz o pai.
Depois da experiência em Teresópolis, Felipe vê nas corridas de montanha um novo caminho e uma nova porta de entrada na prática de esportes.
“É um novo caminho. O começo de novas amizades e uma nova forma para me manter saudável física e mentalmente. E a Agille tem uma importância enorme nisso. Através dela fazemos novas amizades a ganhamos condições para rodar muitos e muitos quilômetros”, completa Felipe.