Como toda a atividade humana, as corridas em montanha perde-se na noite dos tempos. Ela tomou forma, inicialmente, pelo desejo de conquista dos picos que através do olhar, nostálgico e por vezes inquieto, os ocupantes do fundo dos vales dirigiam há muito as suas atenções.
Já na antiguidade numerosas paisagens alpinas testemunharam a passagem de tropas organizadas ou de hordas selvagens. Mas, anterior à conquista dos maiores picos do teto do Mundo, já desportistas do Mundo inteiro sonhavam com o confronto, através da corrida, com as encostas mais ou menos abruptas. Nos anos 30, padres dos Pirineus e atletas profissionais defrontaram-se na ascensão ao Pic do Midi enquanto que, sensivelmente na mesma data, do outro lado do canal da Mancha, aristocráticos gentlemen’s um pouco extravagantes defrontavam-se de igual modo através da corrida pedestre na conquista das Higlands do norte da Escócia.
Após a 2ª Guerra Mundial, em finais da década de 60, aparecem as primeiras competições organizadas em solo suíço onde, como é evidente, o quadro natural aprestava-se a tal de forma perfeita. Nessa ocasião não existia vale que não tivesse a sua corrida com desnível mais ou menos impressionante, em provas com distâncias curtas e que basicamente eram compostas como uma subida até ao refúgio que coroa cada cumeada.
No Brasil, a 1ª. Prova de montanha digna desse nome foi realizada em 30 de maio de 2004. na cidade de Extrema, em Minas Gerais. Foram 31 atletas que encararam o desafio de percorrer 23 quilômetros correndo entre diferentes tipos de solo.